CNS participa de lançamento do livro Para entender a Saúde no Brasil – Volume 3
A sustentabilidade da Saúde foi o mote do debate promovido na Livraria Cultura do Shopping Villa Lobos, em São Paulo, durante o lançamento do livro Para Entender a Saúde no Brasil 3. Organizado por Eduardo Perillo e Maria Cristina Amorim, o livro traz artigos de várias personalidades sobres diferentes questões atuais da Saúde. O presidente da CNS, Dr. José Carlos Abrahão, autor de um dos artigos que compõe a publicação, participou do debate, realizado na noite dessa segunda-feira (03).
Durante o debate, Dr, José Carlos ressaltou a importância da adoção de conceitos sustentáveis na arquitetura dos hospitais, com os princípios do green building e ações de coleta seletiva do lixo, reciclagem e consumo consciente de insumos naturais, entre outros. Ele também enfatizou que a convivência entre os setores público e privado na saúde melhora a cada dia e que é notória a evolução que o setor registrou nos últimos anos. “Mesmo com a crise financeira mundial, registramos maior número de empregos do que desempregos nos últimos 18 meses e a sociedade atingiu um grau de cidadania em que já estão enraizados os conceitos de integralidade, universalidade e qualidade da atenção à saúde. Isto não volta atrás. Por isso as empresas precisam melhorar cada vez mais sua gestão e acompanhar este ritmo”, disse.
O presidente da CNS também pontuou a necessidade de se pensar na sustentabilidade econômica e social do setor. Ele lembrou que a Saúde arca com uma das maiores cargas tributárias entre todos os setores produtivos. A informação é confirmada pelo estudo sobre a carga tributária do setor, desenvolvido pelo IBPT a pedido da CNS, e que será lançado no próximo dia 12 de maio.
Além disso, a aprovação do chamado sistema “S” da Saúde, que está em tramitação no Congresso Nacional, é outra necessidade que pode atender às demandas de capacitação profissional que o mercado exige, e que foi defendida por todos. “A saúde recolhe anualmente de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões que não são empregados como deveriam. Não se trata aqui de aumento de impostos, mas de direcionar os recursos de forma adequada, para que os profissionais do segmento realizem sua administração”, defendeu Abrahão, ressaltando a necessidade de investimento na qualificação dos profissionais como uma das respostas à otimização do serviço de saúde prestado à população.
O presidente da Abimo, Dr. Franco Pallamolla, também participou do debate e disse que a indústria da saúde só perde, em termos mundiais, para a indústria bélica. “No Brasil, infelizmente, o governo só vê esse importante segmento como despesa. Ele nunca foi priorizado como elo importante na fomentação do desenvolvimento nacional”, afirmou. Para ele, dizer que a falta de qualidade da gestão na saúde está diretamente ligado aos problemas que o setor atravessa é uma falácia. “O problema é a falta de financiamento”, enfatizou.
Sobre o livro
Para Entender a Saúde no Brasil 3 traz 13 artigos de lideranças, estudiosos, gestores e demais profissionais que atuam no setor. Os textos expressam as especificidades dos vários segmentos da saúde, da indústria farmacêutica aos programas de promoção e prevenção. A obra é uma publicação da LCTE Editora. Informações: lcte@lcte.com.br, www.lcte.com.br.