17 de abril de 2018


CNS defende ensino presencial como fator essencial na formação em saúde

A Confederação Nacional da Saúde (CNS) aderiu ao movimento pelo ensino presencial de qualidade na graduação em Saúde. A declaração de apoio foi dada durante audiência em Brasília na sede da entidade, na presença da coordenadoria do Fórum dos Conselhos Federais da Área da Saúde (FCFAS) e representantes do Conselho Federal Enfermagem (Cofen), Conselhos Federais de Farmácia (CFF), Nutrição (CFN) e dos Técnicos em Radiologia (CONTER).

Segundo o presidente da CNS, Tércio Kasten, a entidade está ciente do problema e se compromete a apoiar as ações que garantam a formação na área da saúde de forma presencial. Kasten, informou que tem acompanhado o movimento pela qualidade na formação dos profissionais, e afastou a possibilidade de os empregadores receberem profissionais formados a distância.

O vice-presidente da CNS, Renato Merolli, informou que muitos estabelecimentos já estão avaliando as competências práticas dos candidatos antes mesmo de efetivar as contratações, sendo muito preocupante que o setor venha a receber pessoas formadas a distância.

O Cofen que lidera o movimento no país, avalia que a enfermagem exige habilidades teórico-práticas e relacionais que não podem ser desenvolvidas sem contato real com pacientes, professores e equipamentos de Saúde. A entidade propôs o Projeto de Lei 2891/2015, apresentado pelo deputado Orlando Silva, que exige formação presencial para os profissionais da área de Enfermagem.