IHF realiza segundo encontro de lideranças

 

A Federação Internacional de Hospitais (IHF) realizou o 2º Encontro de Lideranças de Hospitais e Saúde (2nd Hospital and Healthcare Association Leadership Summit), em Chicago (EUA), entre os dias 1 e 2 de junho. O presidente da CNS e da IHF, Dr. José Carlos Abrahão, presidiu o encontro e foi o palestrante da mesa sobre as atividades e perspectivas de desenvolvimento da IHF.

O evento, que reuniu 44 participantes representantes de 17 países entre os quais os membros da IHF, parceiros corporativos e outros representantes de hospitais, executivos e economistas do Setor Saúde, discutiu vários assuntos pertinentes à saúde global, como a ética e a gestão em saúde; acreditação para melhorar a qualidade; a globalização do cuidado e a crise dos recursos humanos; segurança hospitalar e a preparação em casos de desastres, entre outros.

O Summit permitiu a troca de experiências dos países diferentes, demonstrando pontos de vista diferentes, contribuindo, ainda, com a construção de um network mais profícuo. Para a IHF, é muito importante que seja criado um espaço para discussões, onde se possa compartilhar experiências, criando, assim, uma plataforma onde se possa gerar conhecimento.

As discussões permitiram um link entre os temas e com as questões diárias que as associações de Saúde enfrentam. Os debates também demonstraram o papel dos hospitais no sistema de Saúde e os diferentes elementos que compõem a oferta de cuidados.

Os participantes concordaram com o fato de que é essencial considerar situações diferentes quando se está lidando com questões ligadas à realidade das instituições de saúde. Finalmente, dentre todos esses assuntos, foram apresentadas as oportunidades para que a IHF trabalhe em projetos diferentes.

O papel da IHF

Em sua apresentação, o diretor da IHF, Eric de Roodenbeke, apresentou as atividades e perspectivas da entidade. Atualmente, a IHF conta com ações conjuntas com diversos parceiros, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), trabalhando com programas de segurança do paciente, acesso à saúde para trabalhadores de áreas remotas, segurança hospitalar e preparação para desastres, financiamento baseado em contratos e performance e gestão hospitalar. Além disso, a Federação também mantém projetos em parceria com a Eli Lilly, com a Global Health Workforce Alliance (GHWA), com a Mobility of Health Professionals (MohProf), com a International Association of Infant Food Manufacturers (IFM) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Segundo Roodenbeke, a perspectiva da IHF é promover resultados quanto à aceitação global de critérios para performance, criar ferramentas para melhorar o atendimento e ter a transparência como princípio. Ele destacou, ainda, a importância do envolvimento das associações no desenvolvimento dessas diretrizes e sua implementação.

O papel da IHF se sustenta, assim, na promoção de um código de conduta ética, que seja implantado no cerne do Setor Saúde, em todo o mundo, promovendo padrões de boas práticas e, desta forma, conquistando a confiança dos pacientes.

Segundo a apresentação, a melhora dos serviços prestados pela entidade parte do entendimento do processo de tomada de decisão dos hospitais. É preciso, para tanto, abrir a caixa preta das organizações mais complexas, descrever e entender a governança e identificar os tomadores de decisão e seus perfis. Desta forma, é possível direcionar o foco nos hospitais universitários, gerando conhecimento junto aos gestores e prestadores que ainda estão sendo formados.

É papel da IHF, ainda, advogar a causa da Saúde, tornando-se porta-voz do setor.Para tanto, a Federação percebe a importância da maneira como o serviço é entregue a seus usuários, conciliar o impacto de várias política e, por fim, ter uma posição oficial em questões de maior importância mundial.