Ministério da Saúde confirma 20 novos casos da Influenza A
O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (06), que foram confirmados 20 novos casos de infecção pelo vírus Influenza A (H1N1), nos estados do Rio Grande do Sul (7), Paraná (6), Goiás (3), São Paulo (3) e Rio Grande do Norte (1). No total, o Brasil registra, agora, 905 casos confirmados da doença.
O Ministério lembrou que esses casos são o resultado acumulado desde os primeiros registros de infecção no Brasil, no dia 8 de maio. A quase totalidade desses pacientes já recebeu alta ou está em processo de recuperação.
Os números referem-se, ainda, a informações repassadas pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Municípios e do Distrito Federal, até as 13h desta segunda-feira. Todos os casos identificados após esse horário serão contabilizados no próximo documento.
Destaca-se que , nesta semana, a atualização dos casos confirmados ocorrerá na segunda, quarta e sexta-feira, tendo como base as informações do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), registradas pelas Secretarias de Saúde dos Estados, Municípios e do Distrito Federal. A partir da próxima semana, este boletim será publicado semanalmente, às quartas-feiras, com a análise do perfil epidemiológico dos casos registrados. Esta mudança visa adequar o processo de monitoramento ao novo protocolo divulgado pelo Ministério da Saúde.
O órgão está acompanhando, até 3 de julho, 1.414 CASOS SUSPEITOS no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 1.203 casos já foram descartados.
Até 3 de julho, dos 756 casos confirmados, 454 (60,1%) foram de pessoas que se infectaram no exterior e 177 (23,4%), de transmissão autóctone (ocorrida dentro do território nacional). Outros 125 casos permaneciam em investigação. Os principais locais de provável infecção dos casos importados foram Argentina (287 casos), Estados Unidos (88) e Chile (42).
Todos os casos autóctones têm vínculos epidemiológicos com pacientes procedentes do exterior. Desse modo, o Ministério da Saúde considera que, até o momento, a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade da transmissão do vírus de pessoa a pessoa.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 6 de julho, foram registrados 94.512 casos da nova gripe em 122 países. O número de óbitos foi de 429, com uma taxa de letalidade de 0,45%.
A OMS também informou que 35 países têm casos autóctones: Europa (Áustria, Bélgica, Dinamarca, Estônia, França, Alemanha, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Holanda, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido); Américas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, México, Panamá, Peru e Uruguai); Ásia (Japão); África (Egito) e Oceania (Austrália).
ANVISA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), por sua vez, reforçou as medidas de cuidado nos portos, aeroportos e fronteiras. Desde junho, a Agência está adotando a Adoção da Declaração de Saúde do Viajante (DSV), para monitoramento de todos os viajantes que chegam ao país, independente da origem. A declaração permite um acompanhamento mais rápido dos passageiros.
Além disso, a apresentação do documento, harmonizado no âmbito do Mercosul, será obrigatória para a entrada no país, tanto por via aérea quanto terrestre. O formulário será distribuído dentro do meio de transporte e deverá ser apresentado por cada passageiro, inclusive crianças, cujos pais são responsáveis pelos dados.
De acordo com a Anvisa, 500 mil formulários foram impressos e estão sendo distribuídos nos portos, aeroportos e áreas de fronteiras. O tempo médio de preenchimento do documento é de cinco minutos. Os formulários serão distribuídos, prioritariamente, para os vôos do Mercosul. As companhias aéreas serão obrigadas a fornecer a lista de passageiros junto com a Declaração Geral da Aeronave no momento da chegada do avião.
As autoridades portuárias e aeroportuárias estão trabalhando com o remanejamento de funcionários para fortalecer o controle nos postos de fronteiras terrestres e no aeroporto Internacional de Guarulhos.
A expectativa, conforme afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em entrevista nesta terça-feira (08), é que o Brasil mantenha o controle sobre a disseminação da doença até que a vacina contra o vírus H1N1 comece a ser produzida no País. “Em alguns países, percebemos que a situação está fora de controle, o que não está acontecendo no Brasil. Todos os casos da gripe, até o momento, vieram de passageiros advindos de outros países. Mas, por meio do protocolo de procedimentos, adotado tanto pelo Ministério da Saúde, quanto pela vigilância sanitária, estamos conseguindo controlar a disseminação do vírus”, disse.