A PALAVRA DO
PRESIDENTE
A preocupação do Governo com o social e com a criação de novos empregos para nossa população, as proposições de novas PPPs (Parcerias público-privadas) não podem jamais ser dissociadas do setor saúde, especialmente porque este já responde por nada menos do que dois milhões de postos de trabalho diretos e outros cinco milhões de empregos indiretos, equivalendo a 6,0% do PIB, ou seja, mais de R$ 90 bilhões. Vale lembrar que o setor não recebe qualquer incentivo do Governo, diferentemente de outras áreas.
Ano passado, o setor saúde foi mais uma vez
bombardeado por más notícias: a sua exclusão do Simples (Sistema Integrado de
Pagamento de Impostos e Contribuições), o aumento da alíquota do PIS de 0,65%
para 1,65% e a não contemplação de clínicas e laboratórios na questão da nova
Cofins.
Nós, da CNS,
clamamos pela união de propósitos e ações que culminem num fortalecimento ainda
maior do setor. Através da união sólida e efetiva das federações, sindicatos e
todos os atores do setor, acreditamos ser possível galgarmos conquistas que
viabilizem a sobrevivência deste sistema como um todo e, principalmente, que
permitam a retomada das estratégias de desenvolvimento.
Torcemos para que este Governo consiga
restabelecer uma relação sadia entre usuários, prestadores, empresas operadoras
e representantes governamentais. Já estamos notando sinais neste sentido,
através da promoção de um maior diálogo entre todos os envolvidos no sistema e
esperamos que os esforços não cessem e rendam melhores frutos em 2004.